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04/10/2016 - Comportamento Psicologia

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“Educar pressupõe sempre desagradar à criança”

Especialista em questões relacionadas à família e à escola, a psicóloga paulistana Rosely Sayão acredita que as crianças estão sendo educadas sob o peso da superproteção, o que as desconecta da realidade. O excesso de zelo também dificulta o desenvolvimento da resiliência, a capacidade de resistir às adversidades e empurra para mais tarde a conquista da maturidade.

Para Rosely, falta aos pais, preocupados em demasia com um futuro de sucesso para os filhos, um olhar focado no presente.

— A gente perde de vista o filho como ele é hoje. Quem é o meu filho? Do que ele gosta? Do que ele não gosta? Quais são os talentos dele? Quais são as impossibilidades? Algumas delas a gente pode superar? — pergunta-se a psicóloga, colunista da Folha de S.Paulo e da Band News FM.

Confira os principais trechos da entrevista.

Você aponta a superproteção dos filhos como um estilo dos pais hoje em dia, independentemente de classe social, econômica e cultural. Onde isso fica mais evidente?

Em todas as situações que envolvem essa neurose de segurança que a gente adquiriu: filho não sai sozinho, na esquina, na padaria, não usa transporte público. Há adolescentes que usam sem os pais saberem, mas não para ir para a escola. Para ir para a escola, ou tem perua, ou o pai leva e busca, e eles vão ficando um pouco distantes da realidade. Em casa, eles são muito poupados dos afazeres domésticos com que poderiam contribuir, sempre acham que tem alguém que faça. A gente não tem ensinado para os filhos que tudo tem um processo com começo, meio e fim. Por exemplo, ir a um aniversário. Tem o antes, que é pensar na pessoa, pensar no presente, sair para comprar o presente, pedir para os pais se pode ir, perguntar se os pais podem levar e buscar. Depois tem a festa, o desfrute, e depois da festa tem de ver quem vai buscar. Tudo fica com os pais e, para os filhos, é só ir à festa. Tomar banho é a mesma coisa: é só entrar debaixo do chuveiro. Não tem a organização da roupa e do banheiro, enxugar o banheiro. Nada disso, para os filhos, faz parte desse processo. Isso tudo é superproteção.

É comum os pais se colocarem contra a escola, atacando o professor ou o método de avaliação para defender os filhos.

Exato. Às vezes, os filhos reclamam de um colega e os pais vão tomar satisfação com os pais do outro colega. Briga entre crianças sempre vai acontecer, e elas são capazes de resolver. Quando não são, a escola tem de dar conta se elas estão lá. Mas os pais querem resolver tudo, metem-se na vida escolar dos filhos muito intensamente. A escola deveria ser a primeira batalha que a criança aprende a enfrentar por conta própria. Os pais estão com a ideia de que ir bem na escola, passar de ano, ser exitoso é um índice de que eles são bons pais. Eles fazem tudo para que isso aconteça. Os filhos vão aprendendo que “se tem problema, meus pais resolvem”.

 A imaturidade é a principal consequência da infância e da adolescência poupadas de percalços? 

A maturidade vai ficando mais tardia. Hoje, muitas empresas reclamam demais da falta de compromisso dos seus funcionários mais jovens, uma geração que já foi criada assim. Se o chefe dá uma bronca, o funcionário já quer sair do emprego. Os pais, resolvendo tudo, não colaboram para que o filho construa a resiliência, que é a capacidade de resistir às adversidades, de cair e levantar, de tropeçar, machucar o joelho, fazer o curativo e seguir em frente. O mundo das crianças pequenas é absolutamente irreal. As escolas privadas são obrigadas a limpar a areia semanalmente, os móveis não têm cantos, é tudo arredondado. As crianças não podem vir da escola machucadas que os pais reclamam. Esses pequenos incidentes fazem parte da adaptação ao mundo. É contraditório: a gente diz que os pais não dão limites, mas as crianças estão limitadas em demasia. Não pode isso, não pode aquilo, não pode aquele outro. E como é realidade da vida que dá os limites, aí, elas não reconhecem esses limites.

Qual é a maior angústia dos pais atualmente?

O sucesso dos filhos a qualquer custo, o que tem custado uma formação deficitária. O sucesso futuro retira um pouco o presente da vista dos pais. A criança e o adolescente estão no presente, não é pensar só no futuro. A gente deveria substituir aquela famosa e malfadada pergunta “o que você vai ser quando crescer?” por “o que você quer ser antes de crescer?”, para eles terem a ideia de que são alguma coisa agora.
Outro lado que o sucesso no futuro tem provocado é a formação dos valores, da moral, da ética, dos princípios. Está todo mundo focado em “meu filho tem de ter um bom emprego, ganhar bem, ter conforto”, mas, se ele não for uma pessoa de bem, vale a pena? Essa é a pergunta que a gente tem de se fazer.

Uma pesquisa recente afirma que os pais andam muito distraídos com seus smartphones, não prestando atenção na conversa com os filhos, além de ser comum a troca de mensagens de texto entre pessoas que estão na mesma casa. Você acha que a tecnologia está afetando muito as relações?

Muito. Há um percentual muito grande de crianças e jovens no mundo que dizem que os pais dão mais atenção ao celular do que a eles. Esse índice explodiu no Brasil.
A gente vive dizendo que os jovens só querem saber de celular, mas somos nós que estamos deixando eles de lado em nome dessas conversas por mensagem instantânea e do trabalho que não termina nunca. Quem tem filho precisa se comprometer e honrar o seu compromisso. A gente não educa apenas para que ele tenha um bom futuro. A gente educa para que ele construa um bom futuro também.

Há pouco você escreveu que “nossa sociedade adulta, infantilizada, adora brincar de faz de conta: fazemos de conta que cuidamos muito bem de nossas crianças”. As crianças deixaram de ser prioridade na vida dos pais?

A gente fez algumas transformações no que significa ser prioridade, por conta de o mundo adulto estar infantilizado. Hoje todo mundo é jovem, independentemente da idade. O jovem tem um compromisso muito grande consigo mesmo, sobra muito pouco tempo para olhar para os outros. Os pais acham que os filhos são prioridade porque trabalham para dar do bom e do melhor e vivem declarando amor a eles, verbalmente. Mas a paciência, a perseverança, isso anda mais escasso.

Além dessa obsessão pela juventude, que outros valores sociais estão moldando as famílias?

O consumo, muitas vezes, determina a posição familiar. “Quero isso”, “vou dar isso para o meu filho fazer parte do grupo e não ficar excluído”. A criança fica desacreditada de si porque precisa ter isso ou fazer aquilo para se inserir, e não ser alguma coisa, pensar alguma coisa, ter posições. Isso atrapalha muito a autoimagem que a criança constrói. Tem também a busca desenfreada da felicidade. Ninguém é capaz de dar felicidade para alguém. A gente é capaz de preparar o filho para que ele consiga buscar a própria felicidade, identificar situações que possam lhe dar momentos de felicidade. Educar pressupõe sempre desagradar à criança. Aí, a gente acha que a criança está infeliz, não desagrada e não educa.

É excessiva a procura por psicólogos, psicopedagogos, neurologistas? Os pais estão com dificuldade de entender os filhos? A solução para eventuais dificuldades e problemas é muito “terceirizada”?

Às vezes não há nada de errado. É preciso lembrar do que os estudiosos têm chamado de medicalização da vida. Olhamos a vida pela lógica médica, e a lógica médica tem a saúde e a doença, o normal e o anormal. Se não está dentro do que se considera normal, procura-se um diagnóstico para poder tratar e transformar em normal. Muitas crianças e muitos jovens têm recebido diagnósticos desnecessariamente, equivocadamente. São poucos os profissionais da saúde, de modo geral, que também conseguem resistir a essa ideologia.

Segundo o IBGE, o número de divórcios no país cresceu mais de 160% na última década. Como essa mudança de comportamento está impactando na criação dos filhos?

Os rompimentos não acontecem só no plano amoroso, do casamento, mas também no da amizade. Bauman, sociólogo polonês, chamou isso de tempos líquidos, tudo é líquido, tudo se dissolve. Mas as crianças nasceram nesse mundo líquido. Acho que afeta menos as crianças se os pais puderem lembrar que o casamento foi rompido, mas a paternidade e a maternidade não. Isso os unirá até que a morte os separe. Tem sido ainda difícil para os adultos deixar de lado as mágoas que sempre ficam depois de um rompimento, para exercer a paternidade e a maternidade de modo mais civilizado. Há muitas brigas, inclusive na Justiça, “é meu dia”, “não é meu dia”. Nem mesmo a guarda compartilhada resolve muito porque é uma questão pessoal, de rixa, em que o filho parece que se transforma em uma moeda de troca. Acho que isso afeta (o filho), não a separação em si.

Como a internet está influenciando a formação das crianças?

Vou ligar essa questão à primeira, sobre a superproteção. É surpreendente que os pais superprotejam os filhos, a ponto de não deixar ir na esquina comprar um pão, e os deixem sozinhos na internet muito precocemente. Eles esquecem que a internet é uma rua, uma avenida, uma praça pública. Talvez a criança e o jovem fiquem tão focados nisso que deem menos trabalho aos pais. A gente vai a restaurante e vê um monte de criança com celular ou tablet. A internet móvel é um “cala a boca”, “fica quieto”. Aí é que a criança aprenderia a socialização, como se comportar em locais diferentes com pessoas diferentes. Aí estaria o empenho da família na formação dos filhos. Nas crianças e nos jovens, a internet sem tutela provoca aquela ideia do descompromisso: “Posso fazer e falar o que eu quiser que não tem consequência”. Mas não é a internet em si a responsável por isso. Ela não é o único elemento a dar essa ideia para os mais novos, é só mais um.

Por Larissa Roso

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Fonte indicada: Zero Hora

 

24/06/2016 - Psicologia

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TOC – Causas, tipos e tratamento

O Transtorno Obsessivo Compulsivo, famoso TOC, é um distúrbio de ansiedade caracterizado por obsessões, compulsões e a junção de ambos. Ele geralmente pode ser perceptível na infância e na adolescência, porém, muitas pessoas só chegam a procurar tratamento na fase adulta, quando o transtorno está bem mais avançado. Existem alguns estudos que indicam que a convivência familiar pode acabar implicando em alguns impulsos que agravam ou retardam o processo desta obsessão.

As causas do TOC podem estar ligadas a fatores biológicos, psicológicos e com experiências de vulnerabilidade. Muitas pessoas com TOC têm crenças disfuncionais. Essas crenças podem incluir senso aumentado de responsabilidade e tendência a superestimar a ameaça; perfeccionismo e intolerância à incerteza; e importância excessiva dos pensamentos e necessidade de controlá-los. Embora pouco abordado, ele causa prejuízos imensos na vida das pessoas e no convívio em sociedade.

Existem vários tipos de obsessões, sendo as mais comuns: pensamentos a respeito de contaminação, dúvidas repetidas e a necessidade de organizar as coisas. Essas obsessões podem ser caracterizadas por um sentimento de culpa e inadequação, o que causa um imenso sofrimento psíquico a essas pessoas.

Já as compulsões mais frequentes incluem lavar as mãos diversas vezes ao dia, organizar as coisas, repetir palavras em silêncio ou criar um método de contagem. As compulsões não são executadas por prazer, embora alguns indivíduos experimentem alívio da ansiedade ou sofrimento.

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Entre os sintomas da doença, são evidenciados variados tipos:

O medo de contaminação, no qual o paciente evita contato físico com coisas ou pessoas, por medo do contato aos germes.

O acúmulo de objetos. Neste caso, o paciente acredita que em algum momento fará uso desses entulhos.

A ordem e simetria. Essas que acabam sendo exacerbadas demais, o que se torna um problema para essas pessoas.

Também é comum a mania de limpeza. Para esses pacientes, sempre vai existir resquícios de sujeira nos lugares, o que não caracteriza um comportamento sadio.

Esse TOC pela limpeza também pode gerar um transtorno alimentar. A pessoa evita comer por acreditar que aquele alimento não está limpo o suficiente. O transtorno alimentar é evidenciado por pensamentos ligados ao corpo, acarretando outras doenças, como a bulimia e a anorexia. Ou pode chegar ao outro extremo, ou seja, uma fome insaciável e incontrolável, agravando a obesidade e diversas outras doenças ligadas a ela.

O TOC também pode ocorrer por comportamento de superstição. Neste caso, essas superstições são patológicas e os pacientes acreditam que acontecerá alguma catástrofe, caso não realizem determinadas ações. Alguns exemplos podem ser: cor da roupa e repetição de movimentos ou palavras.

TOC de verificação, caracterizado por repetidas verificações de natureza fora do comum, como checar diversas vezes no dia se a porta está trancada, mesmo sabendo que ela está.

 

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O tratamento destas obsessões e compulsões, deve ser iniciado o mais breve possível. A  avaliação de um psiquiatra ( prescrição medicamentosa) e o acompanhamento psicoterapêutico, possibilitam que o paciente tenha mais qualidade de vida.

Uma das técnicas recomendadas é uma abordagem que ativa os mecanismos de cura e criatividade do cérebro. A chamada terapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing: Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares), cada dia mais recomendada pelos cientistas, ativa várias áreas cerebrais e é um processo simples que reorganiza os disparadores daquilo que incomoda o paciente, tornando-se então, um procedimento excelente para o tratamento do TOC.

12/06/2016 - Comemoração Psicologia

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Amor e o medo de estar solteiro

Muitas pessoas buscam no amor a resolução para seus próprios problemas. Assim, acabam entrando em relações que não são benéficas para si mesmo (a), trazendo infelicidade e insegurança. Mas é neste ponto que é necessário observar: você está com alguém por amor ou por medo de ficar sozinho (a)?

Estar solteiro (a), em nossa sociedade, parece muitas vezes um status ruim. Mas ele não é. O amor mais importante para qualquer pessoa com certeza é o amor-próprio. Isso porque cada indivíduo tem um papel importante em sua vida, no qual precisa se conhecer e realizar o autodesenvolvimento. Infelizmente, poucas são as pessoas que têm inteligência emocional para se considerarem suficientes, dependendo da aprovação e amor dos demais para sentir-se valorizado.

 

O tempo sozinho é necessário para crescer

Estar sozinho não significa algo ruim, já que é o momento certo para se conhecer. Essa é a nossa principal jornada, a fim de viver com felicidade e leveza. Assim, não se pode apressar o momento de “encontrar o parceiro ideal”, pois cada coisa tem seu tempo.

Descobrir-se é importante para que cada pessoa possa ser um ser humano melhor, entender sua situação na vida, metas, planos, quais são seus valores e emoções. E olhar neste espelho da alma é conflituoso, pois requer aceitar medos e defeitos. Mas é sobre eles que se constrói uma pessoa melhor.

Ao se conhecer, estará pronto para estar com alguém

Quando uma pessoa conhece a si mesma, ela é capaz de diferenciar quando ama e quando simplesmente sente necessidade de estar com alguém. E isso dificilmente acontecerá, pois, a necessidade de estar com alguém é fruto da dependência emocional, sendo que um indivíduo resolvido consigo mesmo evitará relações assim.

As pessoas precisam estar preparadas para receber o amor. Pois vão saber distinguir um relacionamento saudável de um ruim. Não é incomum ver casais que aparentemente estão felizes nas redes sociais, em frente aos amigos, porém, a realidade é outra: já não sabem porque estão juntos, pelo medo de estarem sós ou comodismo.

Uma vez que o ser humano precisa estar constantemente evoluindo, o amor pode sim fazer parte disso, a partir do momento em que cada um ajuda o outro nesta constante mudança, vivendo cada um a própria vida, mas sempre na torcida pelo outro. Ao se ajudarem, o amor se transforma em algo maior, mais forte e duradouro.

Logo, perca o medo de estar só. Quando conhecer a si mesmo, saberá que na verdade está em boa companhia. E quando aprender a amar seu verdadeiro eu, estará pronto para dividir esse amor com outra pessoa.

13/10/2015 - Psicologia

um novo caminho...  danielle-krizanovski-psicologa-curitiba

Um novo começo… um novo caminho…

Queridos amigos de caminhada,

Às vezes na vida precisamos desconstruir para abrir espaço para o novo.

Durante o último ano estive envolvida com meu novo projeto. Foram meses criando, procurando e alinhando ideias, pensamentos e objetivos, com algo que descrevesse e traduzisse não apenas o meu trabalho, mas uma parte minha.

Várias palavras surgiram, várias formas e cores emprestaram seu simbolismo para definir minha logo*, e entre diversas linhas traçadas, nasceu o símbolo.
AF_MARCA_PRINT_WEB_KRIZA-86O azul deu o tom e a árvore a forma, como a representação do meu trabalho.

A cor azul está ligada ao céu, a tranquilidade e a liberdade que sentimos ao contemplá-lo.

A árvore de Bodhi, onde Budha iluminou-se,  emprestou sua forma para que nela fossem traçadas linhas e pontos, conjugando infinitas constelações ligadas entre si.

Sendo um símbolo muito antigo, a árvore, era vista como a mãe primordial, que gerava e distribuía a vida, tendo o dom de atribuir palavra. Nos referimos às páginas dos livros como folhas, conotando, talvez, que a linguagem estaria escrita nas folhas da Árvore da Vida.

Desde os primórdios esteve presente na história da humanidade, a ela é atribuído um símbolo de transformação com caráter cíclico da evolução: vida, morte e regeneração.

Suas raízes sugerem a ligação com a Terra, com a nossa ancestralidade e pertencimento no aqui e agora.  O tronco representa nosso SER no mundo, interligado com tudo que somos, de onde descendemos e a nossa subida em busca do Todo. Ao crescer a árvore perde suas folhas e se regenera incontáveis vezes, morrendo e renascendo. A copa é o Universo à nossa disposição, repleta de infinitas possibilidades, aprendizados, transformações, escolhas e caminhos em busca do sentido das nossas vidas.


 É um símbolo que carrega muita história, assim como o meu trabalho.

Vejo meus clientes através desta simbologia, pessoas que são suas histórias, que buscam serem reconectadas com a energia primordial. Que buscam pertencer no mundo e entender o seu papel no sistema onde estão inseridas, ocupando o seu espaço por direito adquirido, uma vez que se encontram aqui neste momento da evolução. Empoderados, sabendo de onde vieram, conscientes de seu funcionamento e pertencendo no aqui e no agora, elas podem expandir suas potencialidades, crescer, mudar, evoluir em busca de seus caminhos e da conexão maior com este Universo imenso, que encontra-se à sua disposição.


Desejo profundamente que seja o começo de um ciclo lindo e inspirador para mim, e para as pessoas que cruzarem o meu caminho!!!

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 Logo* Desenvolvida: Marcello Kawase
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